Chega uma hora que já não dá pra continuar se enganando. A verdade surge com toda força e não adianta tentar fechar as portas. Estava muito bem, vivendo sem me importar com sentimentos; sem ouvir meu coração. Conheci novas pessoas e fiz questão de não me apegar, fazia parte dos meus planos. Tornei-me uma pessoa fria, que não se importava com o sentimento de ninguém, simplesmente por não tê-los. Mas eu não era assim, aliás, não sou assim. A facilidade de viver “sem sentir” é surreal, porém, o inverso é indescritível, ou melhor, posso descrevê-lo sim: borboletas. Borboletas no estômago é a descrição de tamanha felicidade. E ao lembrar tal sensação, me dei conta de que não vale a pena “não sentir” por medo. Decidi sentir e assim, observar as borboletas voando, felizes. Eu bem sei que tudo tem uma contrapartida, um contrapeso. Decepcionar-se é algo certo. O fato é que era bem mais fácil quando eu não sentia porra nenhuma, mas entendam, enquanto eu sorria as borboletas aqui dentro choravam.
Apesar de ter todos os motivos para te odiar, não odeio. Apesar de não significar nada para mim, eu não consigo ficar longe de ti. Não sei o que sustenta essa conexão, afinal, nem faz o meu tipo. Não te amo, sei muito bem disso, mas te quero bem... É incrivel a facilidade que tens para me ganhar, mesmo sem o menor esforço ou tentativa. Mesmo se o que fez, tenha sido para me afastar. Engraçado, triste... Parece até que você finge que não existo. Daí faço o mesmo, sem êxito, óbvio. Passo algum tempo sem pensar em ti, até que me aparece com uma menção qualquer, trolando um tuite meu e aí, pronto... Tudo o que eu disser até o fim da semana, saiba que é pra você. O pior é a sensação de que todos os textos que escreve, são para mim. Até aqueles que não são legais, amo, de uma forma desnecessária. Não, não são para mim, mas os quero e digo que me pertencem. Ouso até, em chamar-te de minha escrevedora. Minha escrevedora, minha... repito várias vezes, mentalmente, até a frase perder o sent...

muito lindo, muito fofo, muito triste, muito real ;-;
ResponderExcluirobrigado :)
Excluirborboletas *o*
ResponderExcluiresse é um dos seus melhores textos. ain *.*
ResponderExcluirby: lu
Valeu, Lu. Volte sempre! ;*
Excluirnão chora boboletinha, pufavô. :'(
ResponderExcluircomo diz meu sobrinho: num chóia :( hahahaha ;*
ExcluirAmei Ma...como amo tudo que vc escreve *_*
ResponderExcluirObrigado, Marcinha. Saudades. Beijos!
ExcluirAs borboletas andam quietinhas, choram baixinho, e a gente segue fingindo que não escuta, que não percebe, a gente luta e reluta, somos insanos, intensos, insensatos, somos assim, meio cá, meio lá, e você continua sendo meu poeta preferido, meu amigo necessário, minha parte de luz. bj
ResponderExcluirvocê continua sendo minha bebê linda, que me conforta, mesmo a milhares de km de distancia, me abraça quando preciso. minha dose de heroína <3
Excluirpra sempre sua heroína <3
ExcluirMuito lindo, parabéns. Você escreve muito bem, tem uma otima narrativa. Escreves conto também? Fica a dica ai. Abraço.
ResponderExcluirObrigado, Marina. Fico feliz que tenha gostado. Escrevo conto sim, mas sempre acho que não tá bom, daí fica como rascunho para a posteridade. Quem sabe um dia eu comece a publicá-los. Volte sempre, beijos.
Excluiraiin aiin s2
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