- E se eu tentasse existir como um álbum de recordações? - disse a doce voz. - Você seria a minha melhor distração, meu passa-tempo favorito, meu motivo para existir. Passaria a eternidade folheando cada página de lindas recordações, de momentos especiais que ainda viverei contigo. Talvez fosse essa a minha resposta, se a mim fosse direcionada essa pergunta. Mas aquela doce voz não falava comigo. Eu não existo nesse conto. Me resta ficar com as velhas lembranças e ter esperança de um dia inebriar-se com o momentos vividos com a minha pequena. (...)