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Mostrando postagens de junho, 2012

Borboletas

Chega uma hora que já não dá pra continuar se enganando. A verdade surge com toda força e não adianta tentar fechar as portas. Estava muito bem, vivendo sem me importar com sentimentos; sem ouvir meu coração. Conheci novas pessoas e fiz questão de não me apegar, fazia parte dos meus planos. Tornei-me uma pessoa fria, que não se importava com o sentimento de ninguém, simplesmente por não tê-los. Mas eu não era assim, aliás, não sou assim. A facilidade de viver “sem sentir” é surreal, porém, o inverso é indescritível, ou melhor, posso descrevê-lo sim: borboletas. Borboletas no estômago é a descrição de tamanha felicidade. E ao lembrar tal sensação, me dei conta de que não vale a pena “não sentir” por medo. Decidi sentir e assim, observar as borboletas voando, felizes. Eu bem sei que tudo tem uma contrapartida, um contrapeso. Decepcionar-se é algo certo. O fato é que era bem mais fácil quando eu não sentia porra nenhuma, mas entendam, enquanto eu sorria as borboletas aqui dentro chor...

Velha cadeira

A velha cadeira continua confortável, mesmo depois de tantos anos, mas fria e sem vida. Tinha algo diferente naquela tarde de verão. Sabia bem, pois, ali eu ficava todas as tardes, esperando você voltar. Também sabia que sua volta não era possivel, todavia ficava a esperar, pacientemente, até o pôr-do-sol chegar. Todos os dias, sempre a mesma coisa, na mesma cadeira, com os mesmos sentimentos. Sinto falta de dividir nossa cadeira, do seu cheiro, do seu abraço, de te ter da mesma forma que hoje o pôr-do-sol me tem.