Chega uma hora que já não dá pra continuar se enganando. A verdade surge com toda força e não adianta tentar fechar as portas. Estava muito bem, vivendo sem me importar com sentimentos; sem ouvir meu coração. Conheci novas pessoas e fiz questão de não me apegar, fazia parte dos meus planos. Tornei-me uma pessoa fria, que não se importava com o sentimento de ninguém, simplesmente por não tê-los. Mas eu não era assim, aliás, não sou assim. A facilidade de viver “sem sentir” é surreal, porém, o inverso é indescritível, ou melhor, posso descrevê-lo sim: borboletas. Borboletas no estômago é a descrição de tamanha felicidade. E ao lembrar tal sensação, me dei conta de que não vale a pena “não sentir” por medo. Decidi sentir e assim, observar as borboletas voando, felizes. Eu bem sei que tudo tem uma contrapartida, um contrapeso. Decepcionar-se é algo certo. O fato é que era bem mais fácil quando eu não sentia porra nenhuma, mas entendam, enquanto eu sorria as borboletas aqui dentro chor...