ELA: Vem cá, chega mais perto do lado esquerdo do peito e fica um pouco mais, deixa eu pegar uma caneca de chá quente e te servir na varanda da minha casa, deixa eu te olhar por algumas horas pra guardar em mim cada detalhe dos teus traços enquanto se move, como num relicário de mim, me inunde. Me pegue pelos dedos e me tire pra uma dança costumeira, enquanto eu sinto o pulsar do teu coração tão assustado. Tu vens de um lugar distante, faz história e deixa pegadas por onde leva teus passos, gravou em mim a marca do sentir e querer de uma forma como nunca havia imaginado antes, tua pureza um tanto minha, teu eu um tanto meu. ELE: Já não precisa esperar mais, estou aqui bem pertinho de ti, me serve esse chá e vamos conversar, me fala sobre o seu dia, reclama do seu chefe, borra esse batom vermelho na minha melhor camisa e me completa, como sempre fez. Deixe-me bagunçar seus cabelos enquanto te conforto e te protejo dos seus medos, dos nossos medos. Tu marcou a minha vida e me entendeu ...