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Mostrando postagens de abril, 2011

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Não sei o que faço para deixar de ser perseguido. Oras, cansei desse eu rejeitado, sempre aos meus pés. O que me dá mais angústia, é que não posso negar o fato (e fardo em alguns momentos) de sua presença constante. Sei que naquele eu há muito de mim. Mas o que há ali, é exatamente o que eu não quero que haja. Não adianta, ele está sempre por perto. Tão perto, que posso sentir sua respiração. Faz com que eu me lembre de tudo aquilo que eu mais detesto. "Seguidor maldito!" -, penso baixo, com a estupida intenção de evitar que ele escute. Tempo perdido. Entre um devaneio e outro, tenho a idéia de apagar a luz, dando uma espécie de block. Fiquei ali, paradinho naquele canto escuro, por alguns minutos, pensando no meu companheiro inseparável, achando que ao acender a luz, ele não estaria por perto. Ledo engano. ITS NEW FOLLOWER! Novo nada, é o mesmo (per)seguidor, insistente como sempre. O que vou fazer? Não posso simplesmente dissimular, fingir que não é ...

5 de Abril

"It is now time to make it unclear. To write off lines that don't make sense" Estava sentado na calçada de um hotel, com meu violão em punhos, mas sem tocar. Avistei uma família passar. Um pai. Uma mãe. Um garotinho chato, que chorava alto, irritantemente. - Meu Deus, mas por que motivos choras, menino? - Pensei. Eu ri. Comecei a tocar e a cantarolar uma canção de ninar que aprendi na infância, mas que não lembrara de toda a letra. Parei, ao me recordar da incrivel infância que tive. Foram anos felizes. Mas porque todo o resto não continuou a ser? Por que todos são egoístas o suficiente para não sustentar o meu egoísmo exacerbado? É, minha vontade era de poder ser esse garotinho birrento, não posso negar. Nunca senti tão forte, como sinto agora, essa relação de amor e ódio que corre por cada molécula do meu corpo. No fim das contas, não perdoo àqueles que me fizeram ser quem sou. Não me perdoo por ter deixado me tornarem quem sou. Não pe...