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Percepção do cotidiano

Aos seis anos de idade a gente é aventureiro o suficiente para pular da parte alta do sofá sem medo. Entre um tombo e outro, muitas gargalhadas. Aos quinze anos tudo se torna um grande tédio e com fones de ouvido levantamos do sofá à cama ignorando todos à nossa volta, afinal ninguém nos entende. Aos dezoito anos a gente se sente pronto para enfrentar tudo e a todos. O mundo é pequeno e frágil comparado a nossa vontade de tê-lo nas mãos. Liberdade e revolução! E boletos. Aos vinte anos a gente percebe que a vida está passando rápido demais, que temos coisas para nos preocupar demais, objetivos a serem alcançados demais, expectativas a serem superadas demais. E boletos demais. E nessa parte a gente começa a pensar e repensar a vida (ou pelo menos deveria), se realmente estamos vivendo como gostaríamos ou apenas atendendo aos anseios da sociedade. Aos vinte e poucos anos, gargalhando ao lembrar das aventuras no sofá da sala, sem fones de ouvindo - pois não posso ignorar o mu...
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Ponto de partida

Ultimamente está tudo bagunçado, um tanto confuso, tingido de caos. Até mesmo esse texto que, seguramente, não o iniciei com o propósito de terminá-lo, até porque não havia ideia até que ponto poderia chegar. Mas é excitante exercitar palavras, por mais confusas que elas sejam. Obra "Caos", de   Lu Paternostro. Certamente já se sabe, e posso generalizar por motivos óbvios, que o mundo dá voltas. "Tudo" vai, gira e retorna. Um ciclo que se repete constantemente, sob a vontade não de nossas escolhas, mas das consequências relacionadas à elas. Cada decisão é um ponto de partida. É o jogo da vida. Você decide a peça e só.

Dói mesmo assim.

É doloroso descobrir o fim. É um processo realmente complicado. Primeiro você não entende muito bem o que está acontecendo e vai tentando continuar sem entender, até que seja necessário. Somente aí então, após tomar conhecimento do que se passa, chega a hora da aceitação que, muito provavelmente, é a mais difícil. Largar o osso não é tarefa para os fracos. Até mesmo o fim daquilo que, de fato nem se concretizou, é doloroso. Apesar de não ter vivenciado "a coisa", pelo fato dela nem ter existido, não torna o término desta, mais fácil. Dói mesmo assim. Dói saber que todos os seus planos não puderam ser executados. Dói saber que foi tudo em vão, mesmo sem partir, nem chegar. E eu nem estou falando de amor. Não estamos acostumados a perder. Ainda bem. É a ganância que move o mundo, afinal. Então, mesmo com dor e sem rumo, levanta e anda. Mas lembre-se: essa não será a ultima porrada.

Vou te amar pra sempre

Vê se para de fugir Eu preciso de você Quero proteger-te E te amar pra sempre Eu entendo teus medos É dificil acreditar Que não cometerei os mesmos erros Mas confia em mim Me deixa te amar Deixa eu te levar pro céu Só te peço pra me deixar fazer-te feliz Eu prometo ser fiel E te amar pra sempre Amor, eu sei que você quer Larga esse medo e vem Esquece tudo o que passou E vem me amar pra sempre Também

Ladrão de cactos.

Instintivamente estou me distanciando das pessoas. Tornei-me apático a tudo. Não que eu queira, é mais uma questão de necessidade. Vivemos num mundo onde a boa vontade alimenta o oportunismo ou, é o próprio. Lobo na pele de cordeiro. Tornei-me “arisco” e sempre acho que uma boa ação está coberta de terceiras intenções. Faço a minha parte, mas não sei até quando. Poucas pessoas andam com crédito na praça. Sempre confio desconfiando. Apesar do meu ceticismo, acabo ajudando, porque sou legal e bonzinho lá no fundo, mas nem sempre vale a pena. Como aconteceu outro dia, quando um homem aparentando seus trinta e poucos anos apareceu perto do meio dia, pedindo pra limpar os matinhos da frente do escritório onde trabalho, pra poder comprar comida. Chorou suas pitangas, contou sua história. Disse que acabara de chegar do interior e não tinha emprego, tinha que comprar, além da comida, fraudas para o filho recém-nascido, etc. Então estava procurando esses serviços, pois era melhor do que “mex...

Despedidas.

Quando o “até logo” soa como um “adeus”, é sinal de que algo está muito errado. E não importa onde, e sim quanto. Mensurar esse tipo de coisa é complicado, uma vez que o sentimento de culpa toma posse da razão e a razão já não faz sentido. Culpa por não ter coragem de permanecer perto, culpa por ter um orgulho tão imenso e indigesto quanto a dor por não ter forças pra lutar contra o mesmo. - Até logo! Enquanto a culpa for o sentimento predominante, o “até logo” será sempre enredado com vários tons de adeus, vestido com as frias cores da despedida. E o orgulho, cada vez mais amargo e topetudo, sempre companheiro fiel e conselheiro duvidoso, dominará o coração indeciso. Mas a verdade é que se o frio “até logo” fosse substituído por um simpático “fica mais um pouco” esse ciclo seria quebrado e tudo ficaria bem, sem crises ou paranoias, sem despedidas e nem sabor de adeus.

Um novo ciclo inicia

A minha vida é consequência das minhas escolhas. É dessa forma que escrevo a minha história. Obviamente, nem sempre faço a melhor escolha. Como num jogo de xadrez, eu escolho a peça pensando na próxima jogada, entretanto, nem tudo depende exclusivamente das minhas vontades, e dependendo do nível do "adversário" posso me dar mal, neguinho. A questão é, escolher e mexo as peças, espero o tempo reagir e penso no que fazer posteriormente. Essa tática tem dado parcialmente certo. Assim, acabo de fechar um ciclo - bem sucedido, diga-se de passagem - e de iniciar um outro, que nada mais é do que a continuação daquele, porém, com novas perspectivas, novas razões e com a energia renovada. Estou na pilha de querer o mundo, explorar o novo, conhecer o diferente, abrir janelas e pular, pular sem medo de cair, pois o que eu quero mesmo é voar. E assim começo esse novo ciclo, na ânsia de abraçar o infinito e guardá-lo dentro de mim.  (to be continue...)