Pular para o conteúdo principal

Follower

Não sei o que faço para deixar de ser perseguido. Oras, cansei desse eu rejeitado, sempre aos meus pés.

O que me dá mais angústia, é que não posso negar o fato (e fardo em alguns momentos) de sua presença constante. Sei que naquele eu há muito de mim. Mas o que há ali, é exatamente o que eu não quero que haja.

Não adianta, ele está sempre por perto. Tão perto, que posso sentir sua respiração. Faz com que eu me lembre de tudo aquilo que eu mais detesto.

"Seguidor maldito!" -, penso baixo, com a estupida intenção de evitar que ele escute. Tempo perdido. Entre um devaneio e outro, tenho a idéia de apagar a luz, dando uma espécie de block.

Fiquei ali, paradinho naquele canto escuro, por alguns minutos, pensando no meu companheiro inseparável, achando que ao acender a luz, ele não estaria por perto. Ledo engano. ITS NEW FOLLOWER!

Novo nada, é o mesmo (per)seguidor, insistente como sempre. O que vou fazer?

Não posso simplesmente dissimular, fingir que não é assim, bem como não posso viver em eterna penumbra para evitar esse "amiguinho" indesejável, que vai aonde eu for.

Tenho que encarar a realidade e começar a aprender a conviver com isso. Não posso continuar negando sua existência, se aonde quer que eu vá, lá está.

Preciso querer aprender como me querer, me aceitar, mesmo comportanto tudo o que abomino. Até porque não tenho outra saída.

Sei que posso aprender com isso. Aprender a ter leveza, mesmo ao carregar fardos tão pesados, tão densos. A sutileza e precisão de cada movimento...

E isso é eterno, não tem como dar block, não tem como levar unfollow. Só tenho que querer me aceitar.

Comentários

  1. Anônimo28/4/11

    Não entendi nada! :x

    ResponderExcluir
  2. Anônimo28/4/11

    Amigo imaginário? #tenso

    ResponderExcluir
  3. Anônimo28/4/11

    texto instigante. melhorou o visu do blog, ficou massa agora.

    ResponderExcluir
  4. Anônimo28/4/11

    chama a polícia rapá. -q

    ResponderExcluir
  5. Anônimo29/4/11

    Eu penso da mesma forma sobre minha sombra, não gosto da sensação de ser seguida. Achei interenssante quando vc disse que vai "Aprender a ter leveza, mesmo ao carregar fardos tão pesados, tão densos. A sutileza e precisão de cada movimento...". O blog tá legal, parabéns.

    ResponderExcluir
  6. Anônimo29/4/11

    Parabéns pelo blog.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Escrevedora

Apesar de ter todos os motivos para te odiar, não odeio. Apesar de não significar nada para mim, eu não consigo ficar longe de ti. Não sei o que sustenta essa conexão, afinal, nem faz o meu tipo. Não te amo, sei muito bem disso, mas te quero bem... É incrivel a facilidade que tens para me ganhar, mesmo sem o menor esforço ou tentativa. Mesmo se o que fez, tenha sido para me afastar. Engraçado, triste... Parece até que você finge que não existo. Daí faço o mesmo, sem êxito, óbvio. Passo algum tempo sem pensar em ti, até que me aparece com uma menção qualquer, trolando um tuite meu e aí, pronto... Tudo o que eu disser até o fim da semana, saiba que é pra você. O pior é a sensação de que todos os textos que escreve, são para mim. Até aqueles que não são legais, amo, de uma forma desnecessária. Não, não são para mim, mas os quero e digo que me pertencem. Ouso até, em chamar-te de minha escrevedora. Minha escrevedora, minha... repito várias vezes, mentalmente, até a frase perder o sent...

Caixinha azul royal

Após o dia tenso que tive, tudo girava. E lá estava eu, no cício diário (ou seria noturno?), naquele quarto gelado. Lembro-me bem de cada detalhe, das rendas da cortina velha da janela, ornada pela luminária da rua, da cor envelhecida da tintura da parede, que se parecia com um verde musgo e aquele guarda-roupas, branco, brilhante. Me recordo também, que ao lado da escrivaninha tinha um poster do Pearl Jam, que se destacava em meio a tantos outros, colados na parede: Aquele cisne jorrando tinta preta (sangue?) com um olhar estranho. Não vou esquecer a cara daquele pato metido a besta me encarando. Minha cabeça latejava. Eu não conseguia, se quer, fechar os olhos. Tudo estrondava, até as batidas leves do Jazz, no barzinho da esquina. Parecia que tudo explordiria. Subtamente surge uma luz, na frente do poster, tão forte que minha única opção foi fechar os olhos. E foi com os olhos fechados que pude ver, aquele homem alto, esguio e muito bem vestido, na minha frente. O cabel...

Saudade de quem nunca vi

Muitas pessoas dizem sentir ciúmes do que não é seu, pois eu digo que sinto saudade de quem nunca vi (pessoalmente, obviamente). Eu não tinha certeza se era possível ter amigos virtuais, até descobrir que sim. E a vida, corrida do jeito que é, me distanciou desses meus novos amigos. Mas que droga! Pessoas especiais, que moram longe pra caramba, fazem uma falta danada. Sei lá o por quê disso, mas é assim que é. Não sei se todos eles tem esse mesmo sentimento ou se sou o único bobão, mas não importa, eu sinto e isso é o bastante. Não quero me prolongar, só quero deixar aqui meu abraço e um beijo especial pros meus amigos virtuais queridos, que em muitos momentos foram mais legais, insanos e reais que os que me rodeiam. Em especial Márcia Castro, Vinicius Bidarte e Jéssica Campos . Amo vocês. <3 "Você pode dizer adeus a sua família e a seus amigos e afastar-se milhas e milhas e, ao mesmo tempo, carregá-los em...